- Uma Parte do Todo -
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Agradecemos a confiança e respeito de sempre, vindos, de todas as partes. Este retorno, não tem preço!
Muito Obrigada!
La méchanceté reste avec qui fait, vit le bien, toujours !
- Comprando na Vendinha Mineira -
O que se compra em uma Vendinha?
Aqui na Vendinha Mineira, se compra de tudo!
Sonhos, um sonho antigo, um sonho novo...
Qual seu sonho?
- Condições de Venda -
Na Vendinha Mineira, é você quem compra, damos preferência as vendas, porém, aceitamos trocas, negociações boas, sempre são bem vindas, Uai!
Os produtos da Vendinha podem ser novos ou usados (todas as peças do vestuário-usadas, antes de enviadas, serão lavadas e higienizadas, só depois, embaladas) isso será descrito logo abaixo da peça. Devoluções de compras, infelizmente, não serão aceitas, todo o estado da peça, será mostrado em fotos ( clique em cima da foto para ampliar ) na descrição, nas conversas e nos e-mails trocados, para que não fique nenhuma dúvida com relação a peça que está sendo adquirida, mas caso o produto não sirva ou você não goste, poderá tentar negociar com outras vendinhas (brechó,bazar...) virtuais, que aceitem trocas...Assim todos saem satisfeitos!
Visitou a Vendinha e quer levar algum produto?
É só deixar um comentário na peça escolhida com seu e-mail e entrarei em contato. As reservas dos produtos são feitas por ordem de chegada do cliente da vendinha ... reservamos o produto até o cliente concluir a compra, caso essa não se concretize, a reserva passa para o próximo cliente da fila. Os produtos vendidos e trocados, serão retirados da lista assim que enviados e, vão para a lista lateral 'Vendinhas da Vendinha' , onde também se encontram os comentários que os clientes fizeram após receberem suas encomendas. Produtos com datas antigas, mesmo que de muitos meses atrás, que ainda não foram vendidos, continuam sim disponíveis, é só procurar na ' Lista de Produtos' logo ao lado.
O valor do produto da Vendinha + Frete é o gasto total
que você terá.
Aproveite e Boas Compras!
Vendinha Mineira - Arte B.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Bolsa preta em veludo cotelê
Bolsa em lona
Bolsa em lona crua bem pesadinha, com alcinhas 'verde e branca' reguláveis, vem com duas divisões na parte da frente do lado de fora, dois bolsos laterais, por dentro um bolso com ziper e um porta-celular-que esta com uma manchinha da etiqueta de valor, que era adesiva e vinha colada, ai ficou a marca; vem com um lindo chaveirinho de sapinho. Está bastante usada, com os couros dos bolsos laterais e de fundo bem mais claros pelo uso, mas super bem conservada! Eu agrado, rs!
Tamanho: +- 37/38 cm largura e 27/28 cm de altura (sem alças)
Valor: 35,00 + Frete
Vestido Azul TQC bordado - Tam M - Dissidência
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Moletom
Malha de Frio - tam único
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Jaqueta Vintage - Motoqueiro/Feminina - Anos 60 - Wallery
Blusa listrada
Blusa de frio - Vintage/tipo colegial
Colete Leopardo - J GEE
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Saia vermelha - Guaraná Brasil - 42 - NOVA
segunda-feira, 30 de março de 2009
Sandália Plataforma Azul - Neuza Andrade - 37
Short Jeans - New Type - 44( 43? existe? rs...)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Calça Cargo Azul - HFN Jeans - Importada - NOVA
Calça Capri Vermelha - HFN Jeans - Importada - NOVA
Bermuda Preta - HFN Jeans - Importada- NOVA
domingo, 4 de janeiro de 2009
Colar corda pedrinhas
domingo, 2 de novembro de 2008
Bata rosa bordada
Blusa pedrinhas - Bege - 5º Geração
Blusa Azul - Metrópole
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Vestido M - Jacqueline Araújo
Vestido tamanho M, Lindo, da Jacqueline Araujo, super clássico, vem com ziper na lateral, tem um comprimento médio, passando do joelho(tenho 1,64 rsrs..) fica lindo no corpo, 100% seda, aquela seda com uma testura grossa, lindaaaaa...entro o busto tem uma aberturinha pequena, você pode usar assim mesmo, ou usar a florzinha que vem junto para você colocar se quizer dar um charme...Lindo!!!
Valor: 60,00 + Frete
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Vestido de festa TQC - Zebra
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Conjunto 2 colares em madeira
Valor unid. : 15,00 + Frete
Valor Conjunto: 27,00 + Frete
Conjunto Colar e Brinco de Coração prata
Colar: 20,00 + Frete
Valor brinco: 10,00 + Frete
Conjunto Colar e Brinco
Colar Coração
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Sapato em couro caramelo - 39
Sandália em camurça vermelha - 39
Sapato em camurça - 38 - vermelho e preto - CITY POCKET
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Boina Peruana
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Bolsa vermelha - Nouve Auline
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Blusa rosa -retrô
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Sapato Pelica - vermelho - 38/39 Gato & Sapato
Valor: 45,00 + Frete
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Blusa Rosa frente única
sábado, 7 de junho de 2008
Saia Tye Dye - NOVA
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Saia Preta e Cinza - Patachou
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Sandália Plataforma - Azul Neon -37- Arezzo
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Sandália Marrom - 38 - Musa
Sandália Colorida - 39 - Salto da Gata
Sandália Vermelha/Bronze - 39 - Primo Passo
Sandália em Couro - Maçã Verde/Palha natural - 37- Reptil
Tempinho para ler?
Ser Mineiro...
Como todo mineiro é um pouco filósofo, há um mistério sobre o qual venho há anos especulando: o que é ser mineiro?
Das reflexões e inflexões que extraí sobre a mineirice, muitas delas colhidas em filosóficas inscrições de rótulos de cachaça e quinquilharias de beira de estrada, eis as conclusões prévias e provisórias, sujeitas a chuvas e trovoadas, a que cheguei.
Ser mineiro é dormir no chão para não cair da cama; usar sapatos de borracha para não dar esmolas a cego; sorrir sem mostrar os dentes; tomar café ralo e esconder dinheiro grosso. É desconfiar até dos próprios pensamentos e não dar adeus para evitar abrir a mão.
Mineiro pede emprestado para disfarçar a fartura.
Se é rico, compra carro do ano e mandar pôr meia sola em sapato usado.
Mineiro vive pobre para morrer rico.
Mineiro não é contra nem a favor, antes pelo contrário. Mineiro fala de desgraça, doença e morte e vive como quem se julga eterno.
Chega à estação antes de colocarem os trilhos, para não perder o trem. Relógio de mineiro é só enfeite. Pontual para chegar, o mineiro nunca tem hora para sair.
A diferença entre o Suíço e o mineiro é que o primeiro chega na hora. O mineiro chega bem antes.
O bom mineiro não laça boi com embira, não dá rasteira em pé de vento, não pisa no escuro, não anda no molhado, não estica conversa com estranhos, só acredita em fumaça quando vê fogo, pede no açougue lombinho francês, só arrisca quando tem certeza e não troca um pássaro na mão por dois voando. Mineiro fala de política como se só ele entendesse do assunto; finge que acredita nas autoridades e conspira contra o governo; faz oposição sem ganhar inimigos; gera filhos para virar compadre de políticos; foge da luz do sol por desconfiar da própria sombra; vive entre montanhas e sonha com o mar; viaja o mundo para comer, do outro lado do planeta, um tutu de feijão com couve picada.
Ser mineiro é venerar passado como relíquia e falar do futuro como utopia; curtir saudades na aguardente e paixão em serenatas; dormir com um olho fechado e o outro aberto; acender vela à santa e, por vias das dúvidas, não conjurar o diabo.
Ser mineiro é fazer a pergunta já sabendo a resposta. É Ter orgulho de ser humilde.
É bancar a raposa e ainda insistir em conta do galinheiro. Mineiro fica em cima do muro, não por imparcialidade, mas para poder ver melhor os dois lados. Cabeça-dura, o mineiro tem o coração mole.
Acredita mais no fascínio da simpatia que no poder das idéias.
Mineiro é isso, sô! Come as sílabas para não morrer pela boca. Fala manso para quebrar as resistências do interlocutor. Sonega letras para economizar palavras.
De vossa mercê, passa para vossemecê, vossência, vosmecê, você, ocê cê e, num demora muito, usará só o acento circunflexo!
Mineiro fala um dialeto que só outro mineiro entende... Ser mineiro é saber criar bois, filhos e versos.
É ir no teatro não para ver, mas, para ser visto. É freqüentar igreja para fingir piedade; rir antes de contar a piada e chorar com a desgraça alheia.
Mineiro adora sala de visitas encerada e trancada, na esperança de retorno do rei.
Avarento, não lê o jornal de uma só vez para não gastar as letras, e ainda guarda para o dia seguinte para poder Ter notícias.
Mineiro não lê, passa os olhos. Não fala ao telefone, dá recado.
Praia de mineiro é barzinho, restaurante, balcão de armazém e cerca de curral. Ali a língua rola solta na conversa mole, como se o tempo fosse eterno. Certo mesmo que o momento é terno.
Ser mineiro é ajoelhar na igreja para ver melhor as pernas da viúva, freqüentar batizados para pedir votos e ir a casamentos para exibir roupa nova.
Mineiro vai a enterro para conferir quem continua vivo. Nunca sabe o que dizer aos parentes do falecido, mas fica horas na fila de condolências para marcar presença.
Leva lenço no bolso para o caso de Ter de enxugar as lágrimas da família. Não manda flores porque desconfia que a flora não cumpre o trato e embolsa a grana.
Ser mineiro é esbanjar tolerância para mendigar afeto. É proferir definições sem se definir. É contar casos sem falar de si próprio. Mineiro é feito pedra preciosa: visto sem atenção não revela o valor que tem.
Mineiro é capaz de falar horas seguidas sem dizer nada. Esconde o jogo para ganhar a partida. Cumprimenta com mão mole para escapar do aperto e acredita que a fruta do vizinho é sempre mais gostosa.
Mineiro age com a esperteza das serpentes, mas se veste com a simplicidade das pombas, e encobre suas contradições com o manto fictício da cordialidade.
Mineiro é como angu, só fica no ponto quando se mexe com ele. Desconfiado, retira o dinheiro do banco, conta e torna a depositar.
Ser mineiro é fazer cara feia e rir com o coração; andar com guarda-chuva para disfarçar a bengala; fumar cigarro de palha para espantar os mosquitos, mascar fumo para amaciar a dentadura.
Mineiro sabe quantas pernas tem a cobra, escova os dentes do alho; teme rasteira de pé de mesa; toma café ralo para enxergar o fundo da caneca e, por vias das dúvidas, põe água e alpiste para o cuco.
Ser mineiro é fingir que não sabe o que bem se conhece. Mineiro que não reza não se preza. Religioso, na crendice mineira há lugar para todos: o Cujo e a mula-sem-cabeça; assombrações e fantasmas; duendes extraterrestres. Pacífico, mineiro dá um boi para não entrar numa briga e a boiada para continuar de fora. Mas se pisam no calo do mineiro, ele jura, ele conjura, te esconjura, jurado e juramentado no sangue de Tiradentes.
"Minas Gerais são muitas", como disse Guimarães Rosa.
É fogão de lenha é comida preparada na panela de pedra sabão; é turmalina e esmeralda; é tropa de burro e rios indolentes chorando a caminho do mar; é sino de igreja e tropeiros mourejando gado sob a tarde incendiada pele hálito da noite.
Minas é Mantiqueira e serrado, é Aleijadinho e Amílcar de Castro, é Drumond e Milton Nascimento, é pão de queijo e broa de fubá. Minas é uma mulher de ancas firmes e seios fartos, sensual nas curvas, dócil no trato, barroca no estilo e envolta em brocados, ostentando camafeus. Minas é saborosamente mágica.
Mineiro sai de Minas, mas Minas não sai da gente. Fica uma dor forte, funda, farta e fértil, tão imponderável como o amor místico, em que o coração lateja embevecido por inefável paixão.
Ave, Minas! Batizada Gerais, és uma terra muito singular.
-Frei Betto, mineiro e escritor. -
(...)
Mineira aqui, mineira ali, de corpo, alma e coração! Mineira sim, mineira sempre!
Arte B.








